01 janeiro 2011

Primeiros Socorros para Professores - Bombeiros - Mogi das Cruzes


Local: Auditório VIP - Universidade Braz Cubas
Data: 07/02/2010
Palestra: Primeiros Socorros – Corpo de Bombeiros da cidade de Mogi das Cruzes.
Palestrante: Bombeiro Brancatti
Objetivo: Orientar as graduandas de Pedagogia, acerca dos procedimentos adequados em caso de acidentes entre os escolares.

“Quando o coração cresce, você começa a fazer parte do problema.”
(Brancatti)


Desenvolvimento da Atividade:
 
O número de emergência do Corpo de Bombeiros é 193.
O primeiro item do qual o bombeiro nos fala é do trote. De 900 ligações, 700 são de trote, o que pode ocasionar sérios prejuízos, inclusive de morte a alguém. Ele orienta sobre a importância de conscientizar alunos e população a respeito deste assunto.
O Resgate foi criado em 21/02/1990 – Fizeram curso de especialização nos Estados Unidos e depois foi implantado em São Paulo.


Procedimentos dos Bombeiros e do resgate:
Acidente de trânsito: sempre vai uma viatura de Resgate e uma viatura incêndio. – O procedimento antigo era tirar a vítima das ferragens, o que causava inúmeros casos de morte por hemorragias. Atualmente se tira as ferragens e depois a vítima, por isso uso de duas viaturas.
Os bombeiros são chamados frequentemente para socorrer acidentes pessoais, entre eles, acidentes com o cerol, na garganta de motociclistas o cerol é dos mais perigosos e infelizmente comuns, sendo motivo de mortes em muitos casos.
O Resgate costuma fazer partos de emergência.

Orientações:
Envenenamento – não colocar produtos de limpeza com comida.
Objetos encravados: Não retirar o objeto porque ele estancou vasos capilares, ao retirá-lo pode provocar hemorragia. Objeto encravado no olho, não retirar, tampar os dois olhos, por causa do movimento dos olhos. Quando o olho são virar, o olho ferido também virará, causando dor e piora do ferimento.
Queimaduras de primeiro grau: ficará avermelhado em volta, ir ao médico.
De segundo grau, aparecerão bolhas, não estourar a bolha e não passar nada, ir ao médico.
De terceiro grau, profunda, escura, avermelhada, a pessoa não sente dor, em volta terá queimadura de primeiro e segundo grau.
Queimadura em criança com vela acesa, não tentar tirar a cera, com tecido, não retirar o tecido.
Queimadura na cozinha: tomar cuidado com os cabos das panelas devem ficar com o cabo virado para dentro do fogão.
Acidente doméstico: criança morde o fio desencapado, não tocar na criança, tirá-la de lá com alavanca.
Desmaio classe A: pode ocorrer por má alimentação, jejum, roupas apertadas, uso excessivo de drogas. Os sintomas são: pele pálida, sudorese gelada, vertigem – nessa condição a pessoa pode desmaiar por queda da pressão, pedir para soltar a roupa, abaixar a cabeça, fazer força ao contrário, como uma alavanca, com a pessoa sentada. Aluno desmaiado no chão, após verificar ausência de lesões, e sintomas de pressão baixa, levantar as pernas para aumentar o fluxo sanguíneo no cérebro.



Desmaio classe B: pele vermelha e quente, após atividade física, vendo estrelinhas, possível aumento da pressão, pedir para a pessoa sentar ou deitar, cessando a atividade física, os batimentos diminuem e a pessoa volta.

Desmaio classe C: DNV – Distúrbio Neuro Vegetativo – passar o lápis no pé para verificar se está simulando desmaio, chamar o resgate.




Convulsão, causas: 1. Febre alta em crianças banho de água morna, não mexer na criança, chamar o resgate. 2. Traumatismo craniano, apresenta olho roxo em volta, sai sangue do ouvido e do nariz, ânsia de vômito e sonolência. Não deixar a criança dormir, pois pode entrar em coma, não mexer na criança. Sangue no ouvido com material branco é líquido da medula saindo. 3. Doenças infecciosas e inflamatórias. 4. Intoxicações e epilepsia.
Conduta na epilepsia: é doença neurológica que provoca convulsões crônicas. Fases da Convulsão Epilética: Aura – sensação premonitória. Fase Tônica – extensão da musculatura. Fase Clônica: espasmos sucessivos, salivação abundante, possibilidade de perda do controle do esfíncter. Fase pós convulsiva: perda da memória. Procedimentos durante a crise: proteger a vítima, afastando objetos, proteger a cabeça, lateralizar a cabeça, não realizar manobras intempestivas, afrouxar suas vestes, cuidar com os pertences da vítima. Após a crise, efetuar avaliação e lateralizar. Respeitar a integridade da vítima é fundamental.
Arritmia cardíaca: pedir para a vítima ficar semi sentada, ficar calma, levar para o hospital.
Sangramento nasal: mandar respirar pela boca, apertar o nariz com gase umedecida em água gelada.
Hipertensão: pode ter AVC e sangramento nasal. Chamar o resgate.
Obstrução das vias aéreas: executar a manobra de HELICH, colocar o dedo mínimo no umbigo e o polegar no final do osso externo. Colocar o punho da outra mão fechado e apertar até que a desobstrução aconteça.

Criança engasgada:
Virar a criança de cabeça para baixo, apoiar no joelho, apoiar o pescoço e fazer tapotagem, conforme ilustrações.











Animais peçonhentos: A picada da cobra Jararaca Ilhoa mata em 3 minutos. Surucucu a possibilidade de morte é de 2,9%. A Coral é 0,7% a Cascavel é de 8,2%.
Aranha: Armadeira – não foge, levanta as patinhas e salta na sua direção, seu habitat costumeiro são residências e folhagens. Lycosa (Tarântula), aranha de jardim, se assusta e foge. Aranha marrom, tem hábitos noturnos, picam quando comprimidas contra a roupa. Viúva negra ou flamenguinha, veneno neurotóxico, pode provocar crise convulsiva. Caranguejeira, não é venenosa, lança pelos do abdomem, provoca sensação alérgica.
Escorpião: sua picada provoca muita dor intensa, a marca da picada e mordedura causa edema e bolha. Provoca parada respiratória, pálpebras ficam pesadas, semi fechadas, inconsciência, pouca urina. Tratamento animais peçonhentos: manter repouso absoluto, remover anéis, pulseiras e objetos. Se possível capturar o animal e levá-lo para identificação. Lavar o local com água e sabão.

Considerações Finais:

Embora o equipamento tenha causado pequeno problema de início, a palestra foi muito bem ministrada, o Bombeiro Brancatti é comunicativo, demonstrou conhecimento teórico e prático, experiência como socorrista e soube como envolver a platéia, obtendo participação ativa dos graduandos, atendendo satisfatoriamente os objetivos de informação e orientação em Primeiros socorros.

Autora: Edna Molina (Relatório para horas complementares de estágio)


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