16 janeiro 2011

Visita a Museu


RELATÓRIO DE VISITA TÉCNICA

Local: Cidade de Paranapiacaba – Museu Ferroviário – Centro de Turismo

Data: 09/05/2010

Visita Técnica: Museu Ferroviário - Paranapiacaba

Objetivo: Resgatar a história das ferrovias, uma vez que Mogi das Cruzes, depende dos trens para o trânsito diário de milhares de pessoas, que trabalham na capital, para os estudantes das nossas Universidades, a movimentação econômica do nosso centro comercial e também do turismo e lazer, aos finais de semana.

Desenvolvimento da Atividade:

Saí da estação Ferroviária de Mogi das Cruzes ás 11h45min da manhã. Cheguei à estação do Braz às 13h05min, de lá peguei outro trem para Rio Grande da Serra, que saiu do Braz às 13h25minh e chegou às 14h10min. Depois disso, peguei um ônibus que me levou até Paranapiacaba em 20min aproximadamente.




Estação de Rio Grande da Serra.

Informações acerca do trajeto:

Para quem quer conhecer a vila indo de trem, pode utilizar a Linha 10 (Turquesa) - Luz X Rio Grande da Serra, da CPTM. Atualmente, o trem chega somente até a estação Rio Grande da Serra, pois daí em diante circulam somente trens de carga da MRS Logística (empresa de trens e concessionária responsável pela linha, junto com a CPTM). Para continuar o percurso, há um ônibus na Estação Rio Grande da Serra, que parte a cada 1 hora nos dias de semana e a cada 30 minutos aos sábados, domingos e feriados, indo direto para Paranapiacaba, dando sequência à viagem para quem vai de trem. A linha é a 424 - Rio Grande da Serra (Centro) / Santo André (Paranapiacaba), da Viação Ribeirão Pires (tempo médio de percurso: 30 minutos).
Para economizar, pode ser adquirido previamente, nas estações da linha 10 - Turquesa da CPTM, um bilhete integrado que permite a utilização do trem com esta linha de ônibus 424, tornando assim as tarifas reduzidas.
Preço do Bilhete Integrado Paranapiacaba (trem + ônibus 424): R$ 3,70.
Passagem de trem somente: R$ 2,65.
Passagem do ônibus 424 somente: R$ 2,70.
(Dados atualizados em 1/04/2010).
Quaisquer dúvidas entrar em contato com a CPTM através do telefone 0800-055-0121 ou com a Viação Ribeirão Pires pelos telefones (11) 4828-4566 e 0800-771-7182. Ou consultar no site da Viação: http://www.viacaoribeirao.com.br/linhas.asp

História:
A Vila de Paranapiacaba é a única vila ferroviária do Brasil conservada desde sua fundação, cidade tombada pelo Patrimônio Histórico Cultural, repleto de belezas naturais do bioma Mata Atlântica, e um rico acervo histórico a céu aberto perfeita para o estudo em campo.

A São Paulo Railway inaugurou sua linha férrea em 1º de janeiro de 1867. Ela primeiramente serviu como transporte de passageiros de Santos a São Paulo e Jundiaí (última estação); também serviu como escoamento da produção de café da província paulista para o porto de Santos. Em 1874, é inaugurada a Estação do Alto da Serra, que mais tarde seria denominada Paranapiacaba.
No ano de 1898, é erguida uma nova estação com madeira, ferro e telhas francesas trazidos da Inglaterra. Esta estação tinha como característica principal o grande relógio fabricado pela Johnny Walker Benson, de Londres, que se destacava no meio da neblina - muito comum naquela região.



Com o aumento do volume e peso da carga transportada, foi iniciada em 1896 a duplicação da linha férrea, paralela à primeira, a fim de atender à crescente demanda. Essa nova linha, também denominada de Serra Nova, era formada por 5 planos inclinados e 5 patamares, criando um novo sistema funicular. Os assim chamados novos planos inclinados atravessavam 11 túneis em plena rocha, enfrentando o desnível de 796 metros que se iniciava no sopé da serra, em Piaçagüera, no município de Cubatão. O traçado da ferrovia foi retificado e suavizado e ampliaram-se os edifícios operacionais. A inauguração deu-se em 28 de dezembro de 1901.

A primeira estação foi desativada e reutilizada, posteriormente, como cooperativa dos planos inclinados. A 15 de julho de 1945, a Estação do Alto da Serra passa a se denominar Estação de
Paranapiacaba. A 13 de outubro de 1946, a São Paulo Railway foi encampada pela União, criando-se a Estrada de Ferro Santos-Jundiaí. Somente em 1950 a rede passa a unir-se à Rede Ferroviária Federal.
Em 1974, é inaugurada o sistema de cremalheira aderência. No ano de 1977 a segunda estação foi desativada dando lugar à atual estação. O relógio é transferido do alto da estação anterior para a base de tijolo de barro atual. A 14 de janeiro de 1981, ocorreu um incêndio na antiga estação, destruindo-a completamente. O sistema funicular foi desativado em 1982.




O “Castelinho”:Essa residência, também denominada de "Castelinho", situa-se entre a Vila Velha e a Vila Martin Smith.
Localizada no alto de uma colina, com uma excelente vista privilegiada para toda a vila ferroviária, foi construída por volta de 1897 para ser a residência do engenheiro-chefe, que gerenciava o tráfego de trens na subida e descida da Serra do Mar, o pátio de manobras, as oficinas e os funcionários residentes na vila.



Sua imponência simbolizava a liderança e a hieraquia que os ingleses impuseram a toda a vila; ela é avistada de qualquer ponto de Paranapiacaba.
Dizia-se que de suas janelas voltadas para todos os lados de Paranapiacaba, o engenheiro-chefe fiscalizava a vida de seus subordinados, não hesitando em demitir qualquer solteiro que estivesse nas imediações das casas dos funcionários casados.
No decorrer de mais de um século de uso, foram feitas várias reformas e tentativas de recuperação de seu aspecto original; as maiores reformulações foram realizadas nas décadas de 1950 e 1960.
Foi restaurado pela prefeitura de Santo André em parceria com a World Monuments Watch.



Notícias:
Vila inglesa histórica é cenário de abandono
Em Paranapiacaba, museu ferroviário fechou em janeiro e ruas estão vazias
14 de março de 2010 - Fábio Mazzitelli - O Estado de S.Paulo
Enquanto abre as portas dos galpões do museu fechado por falta de luz, Thomas Otavio Corrêa, de 27 anos, conta em detalhes a história de Paranapiacaba, vila criada pelos ingleses da São Paulo Railway nos anos 1860, no alto da Serra do Mar. Lembra de locomotivas a vapor, d. Pedro II, Barão de Mauá... Mas, quando o assunto chega ao presente, a empolgação vai embora.
Voluntário da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), Corrêa faz coro às lamentações dos cerca de 1.300 moradores do vilarejo: Paranapiacaba ainda patina como vila turística e tem muitas dificuldades em zelar pelos bens tombados pelos órgãos de defesa do patrimônio histórico - o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat), órgão paulista, oficializou o tombamento em 1987 e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), federal, em 2002.
O museu mantido pela ABPF no entorno do antigo leito da linha férrea está fechado desde janeiro porque falta energia elétrica. Um transformador queimou e não foi trocado. A prefeitura de Santo André, que administra Paranapiacaba, prometeu substitui-lo, mas não deu prazo para finalizar a compra.



O Museu Ferroviário:
Entre a memória guardada no museu estão locomotivas a vapor, vagões de madeira usados por d. Pedro II e todo o maquinário do funicular, sistema de tração que até 1974 locomovia os trens pela serra com cabos de aço. "Para fazer a manutenção adequada, precisamos de energia. Sem ela, achamos melhor fechar", conta Thomas Côrrea. "A prefeitura chega a falar daqui como outra Campos do Jordão, mas está muito longe disso."
À margem da linha férrea, as dezenas de casas de madeira do século 19, de estilo vitoriano e que dão forma à "vila inglesa", são alugadas pelo município a quem deseja morar ou investir na vila. Mas parte desses imóveis, destinados para fim comercial ou residencial, está fechada ou foi desocupada recentemente por despejo - casas vazias são alvo constante de invasores, que as ocupam e esperam por acordo com a prefeitura.
Desde junho do ano passado, a administração municipal não renova os contratos de locação, o que dá à prefeitura o direito de pedir a casa de volta a qualquer hora. Nos últimos anos, apostando no turismo, alguns locatários dos imóveis tombados passaram a pagar aluguéis dez vezes mais altos do que os antigos, entre R$ 500 e R$ 600. Mas até esse grupo reclama mais investimento. "O único caminho é criar um órgão gestor com os governos municipal, estadual e federal", diz o diretor de cartório aposentado Rogério Toledo Arruda, de 64 anos, desde 2007 em Paranapiacaba.
Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100314/not_imp523898,0.php








Trem turístico deve chegar a Paranapiacaba até o mês de julho
Evandro De Marco - Do Diário do Grande ABC
O acesso ferroviário à Vila de Paranapiacaba, em Santo André, deve ser retomado até julho, quando acontece o Festival de Inverno. O intuito é atrair mais turistas à localidade.
O acordo entre a Prefeitura da cidade, a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e a MRS Logística, empresa que tem concessão para utilizar o trecho para transporte de cargas, foi fechado nesta semana.
"Teremos um turismo de qualidade, com pessoas dispostas a gastar na Vila para conhecer sua cultura", afirma o secretário de Gestão de Recursos Naturais de Santo André, Eduardo Mendes Junior.
Segundo o secretário, os trens deverão partir da Estação da Luz, no centro da Capital, podendo ter paradas na Mooca, na Zona Leste, e em Santo André, sem outras escalas no trajeto. "A previsão é de aumento de 35% no número de turistas nos dias de funcionamento da linha" aposta Mendes Junior.
Para o secretário-adjunto dos Transportes Metropolitanos do Estado, João Paulo de Jesus Lopes, a iniciativa atende "uma grande expectativa da comunidade". As viagens estão previstas para ocorrer a cada 15 dias, sempre aos domingos. O preço sugerido é o mesmo praticado atualmente nos roteiros para Jundiaí e Mogi das Cruzes: R$ 28. Grupos de quatro pessoas têm 50% de desconto no valor.
"As pessoas chegarão à Vila por volta do meio-dia e ficarão toda a tarde. Teremos ecoturismo e passeios culturais, históricos e gastronômicos. Nossos guias estão elaborando pacotes", revela Mendes Junior.
NOVA ESTAÇÃO - A Prefeitura de Santo André promete construir estação de trem em Paranapiacaba para receber os turistas. Porém, inicialmente, será feita instalação provisória na entrada da Vila.
"Será uma plataforma com cobertura e acessibilidade. Creio que entregamos em 45 dias. Depois vamos restaurar o galpão ao lado e fazer a estação definitiva."
Vagões serão os mesmos de Jundiaí e Mogi
Os trens que estarão à disposição dos turistas na viagem para Paranapiacaba serão os mesmos que operam em dois roteiros turísticos atualmente: a Mogi das Cruzes e a Jundiaí.
Dois vagões da década de 1960, cedidos pela ABPF (Associação Brasileira de Preservação Ferroviária) e recuperados pela CPTM, com capacidade para 174 passageiros, realizam as viagens
Para tracionar os carros - que antigamente operavam entre São Paulo, Campinas, Araraquara, São José do Rio Preto e Santa Fé do Sul - são utilizadas locomotivas a diesel - uma da década de 1960 e outras duas fabricadas nos anos 1950.
"Os agentes turísticos que estão operando nesses dois roteiros foram capacitados por nós. O que é positivo", avalia o secretário de Gestão de Recursos Naturais de Santo André, Eduardo Mendes Junior.
http://www.dgabc.com.br/News/5797256/trem-turistico-deve-chegar-a-paranapiacaba-ate-o-mes-de-julho.aspx

Relatório da minha visita:

O guia Edson me contou que o Barão de Mauá, emprestou o dinheiro para a ferrovia ser construída, pois era do interesse dele escoar a produção de café, pela ferrovia, mas depois ele não conseguiu receber de volta o dinheiro deste empréstimo, dos figurões da época, o pessoal da corte.



Ele me falou que o clima lá é do tipo "Londrino" ou seja frio, chuvisco e neblina o tempo todo (eu que o diga!), aliás conforme mostram minhas fotos.
Ele falou que a residência do engenheiro chefe (estava se referindo a mister Daniel Fox) tem porão e provavelmente passagens secretas.
Ele contou que o primeiro jogo do Corínthians foi lá naquele campo e que a ferrovia construída lá, foi a primeira do Brasil
Naquele dia, o meu era o 78º atestado de visita e que as visitas de escolas por são muitos frequentes
Contou também que a UBC esteve lá há mais ou menos 2 meses atrás, num pacote turístico que ele promoveu, para vários alunos.




Considerações Finais:

Estive no Centro de Informações Turísticas, onde, na porta, se lê: Posto Médico. Ali era um antigo “Posto de Saúde”.

A vila está abandonada, embora seja um lugar encantador.

Tem ar puro, as casas estilo inglês são agora, em sua maioria pousadas e restaurantes acolhedores. A linha continua funcionando para transporte de minérios.

Seria muito importante que a estação fosse reativada, pois o local carrega a aura de seu passado histórico e uma visita lá, com uma classe de alunos, com certeza teria um valor profundo em termos de aprendizado.




Bibliografia:



Autora: Edna Molina


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