16 abril 2012

Recomeçar

“O tempo não para” (Cazuza), nem retorna. Segue sempre em frente. Ao seu lado, seguimos nós, com nossos erros e acertos.

Quem sabe vai fazendo a hora (Geraldo Vandré)… Vai aplicando correções à sua vida, vai escrevendo um novo fim.

Regressando de forma sábia de nossos tropeços, podemos refazer a trilha, produzindo acertos e desenhando uma nova caminhada.

Retornar é voltar ao ponto inicial. Trazendo nossos atos praticados para o crivo de nossa consciência, podemos fazer um novo início.

Para aquelas ações que, de alguma forma, resultaram em fatos pouco ou quase nada construtivos, tem-se uma nova oportunidade para não repeti-las.

Ao refletirmos sobre o que causamos, estamos trazendo o ato praticado para o ponto de partida, ou seja, para nós mesmos. Voltando à compreensão plena das ações podemos, por ajustes, iniciar uma nova ordem de pensamentos e movimentos e começar a fazer um novo fim.

Apesar de todo o progresso material alcançado, a humanidade demonstra estar carente de novos tempos. Convivendo com crise de valores e vivendo à margem do medo, conclama por um novo começo.

Nesse sentido nos diz Robert Happé:
“Vivemos, atualmente, em uma era de mudanças que está transformando literalmente cada aspecto de nossas vidas.

É altamente recomendável que sejamos flexíveis e abertos a novas possibilidades.
As experiências que se apresentam a cada um de nós precisam ser vivenciadas, para que possamos desenvolver uma versão mais leve e refinada de nós mesmos.
A criação existe por causa do trabalho duro que cada indivíduo faz para melhorar a si mesmo e ao mundo à sua volta.

Viver não é estar em conflito e competição com os outros. Esta é uma visão falsa da vida.

Viver é uma competição consigo mesmo para vir a ser aquele amor que buscamos nos outros.

É amor sem expectativas.

A vida em si é uma experiência espiritual. E espírito é amor.

Quando permitimos que os medos em nossa mente controlem o coração, não conseguimos mais enxergar claramente, e nossas expressões se tornam poluídas pelo medo, ao invés de amor.

Isso gera confusão, é claro, mas ao mesmo tempo cria um anseio por um retorno ao amor.

Tal anseio é interpretado como saudade, e, de fato, trata-se da voz da sua alma estimulando a mente em desenvolvimento a confiar que o amor não conhece o medo.

Quando nossos pensamentos se tornam mais amorosos e úteis, quando reconsideramos os valores do nosso coração e espírito, quando passamos a ser aquilo que esperamos que os outros sejam, então o sol no coração irrompe, afastando as nuvens do medo presentes na mente.

Quando passamos por essas experiências e aprendemos suas respectivas lições, depositamos finalmente a confiança em nós mesmos e deixamos que o amor nos guie.
O amor é nossa casa e no amor não há separação.

O processo de crescimento até este nível de consciência implica no abandono de infantilidades e de crenças simplistas e ingênuas às quais tantas pessoas se apegam.
A questão é discernir a verdade e a beleza de todas as coisas. Quando sabemos a verdade, logo sabemos as trivialidades e armadilhas que as forças das sombras colocaram no nosso caminho para impedir nosso processo de crescimento.

Foi-nos dado livre-arbítrio para escolhermos entre servir às sombras que se expressam através do controle, da desonestidade e do medo, ou a que se expressa através do amor, da sabedoria e da responsabilidade.

Aqueles que despertam ao ponto de entenderem que há uma escolha encontram-se na viagem de volta à compreensão plena.

Eles confiam em seus sentimentos e sabem intuitivamente o que tem valor.

Há um poder silencioso, no ínfimo de nós, que nos conecta a nossa essência espiritual.

Quando abrimos conscientemente nossas mentes a esta força divina, somos guiados a nos unirmos ao todo da vida e logo compreendemos, por nós mesmos, nosso verdadeiro propósito neste planeta incrível.”


Luz e Paz.
Autor:Tenório Lucena
Fonte: http://sabedoriauniversal.wordpress.com/2012/04/16/recomecar-a-importancia-do-retorno/

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